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Metas que saem do papel: por que trabalhar em ciclos de 90 dias
Estratégia

Metas que saem do papel: por que trabalhar em ciclos de 90 dias

Planejamento anual que ninguém lê contra ciclos curtos com indicador e dono. O que muda na prática quando a empresa passa a revisar a rota a cada trimestre.

BPBlank Prime5 de junho de 20265 min de leitura

Todo mês de janeiro nasce um planejamento anual. Em março, ele já não descreve a empresa que existe. O problema raramente é o plano: é o intervalo entre uma revisão e outra.

Por que 90 dias

Um trimestre é curto o bastante para manter a urgência e longo o bastante para produzir resultado observável. Em 90 dias dá tempo de estruturar uma frente, medir e concluir se ela merece continuar recebendo esforço.

O que todo ciclo precisa ter

  • No máximo três prioridades. Mais do que isso não é prioridade, é lista de desejos.
  • Um indicador por prioridade, com número inicial e número alvo.
  • Um dono com nome, não uma área.
  • Um ritmo de acompanhamento definido, geralmente quinzenal.
Meta sem indicador é intenção. Meta sem dono é reunião. Meta sem ritmo de acompanhamento é decoração de parede.

O que fazer quando o ciclo falha

Ciclo que não bate a meta continua sendo informação valiosa, desde que se pergunte por quê. Faltou tempo, faltou gente, a hipótese estava errada ou o indicador não media o que importava? Essa resposta é o que torna o próximo ciclo melhor, e é ela que transforma planejamento em prática.

#Estratégia#Metas#Gestão#OKR

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